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sábado, 11 de setembro de 2010

A Primavera


Ah, essa é a estação mais florida do ano!


A primavera, um tempo agradável, a temperatura não é tão baixa e nem tão alta. Os campos floridos com muita beleza e muitas cores que nos dão o ar de pureza.

Na nossa espiritualidade a primavera não é muito diferente, nos sentimos leves, respiramos mais suave. Sabe aquele alivio de quando saímos de um inverno forte e o tempo começa a esquentar e você já consegue respirar e se sente leve. Começando a se encontrar com Deus novamente. Seu coração vai se livrando dos pesos de sentimentos ruins e já esta vendo vida, flores brotando. Você vai alimentando esses sentimentos, a alegria vai chegando a presença de Deus cada dia fica mais forte e você recuperando a vida.

A primavera é um verdadeiro despertar, acordamos do inverno e já nos deparamos com lindas flores, enquanto estávamos hibernando nem percebemos o tempo esquentando e quando acordamos as flores já surgiram junto com a vida nova que Deus nos reservava. Ele já tinha preparado tudo, pensou em tudo e quando você menos espera lá esta você em uma vida nova. Novas expectativas, novos sonhos, projetos, rumos diferentes que nos levam a Deus.

Devemos aproveitar o máximo esse tempo de renovação, nos abandonar por inteiro nas mãos de Deus e deixar que Ele nos renove para nossa vida nova sempre. Que a cada amanhecer possa ser uma primavera na nossa vida.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

XXIV Domingo do tempo Comum



Na Solenidade do santo Natal, na segunda leitura da Missa da Aurora, a Igreja, olhando o Presépio, faz-nos escutar as palavras de São Paulo a Tito: “Manifestou-se a bondade de Deus nosso Salvador, e o seu amor pelos homens. Ele salvou-nos, não por causa dos atos de justiça que tivéssemos praticado, mas por sua misericórdia…” (Tt 3,4s). O Menino que veio viver entre nós, Jesus, nosso Senhor, é a bondade de Deus, é a sua salvação misericordiosa… Estas palavras são maravilhosamente ilustradas pela liturgia deste Domingo. Hoje, o Cristo nos é apresentado como a própria bondade, a própria ternura misericordiosa do Pai do céu, do nosso Deus. Aquilo que já fora prefigurado por Moisés, intercedendo pelo povo pecador, na primeira leitura; aquilo que, na segunda leitura, São Paulo pregou e experimentou na própria vida: “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles!” – tudo isso nós tocamos nas três parábolas da misericórdia do Evangelho de São Lucas.

Sigamos a narrativa. Por que Jesus contou essas parábolas? Porque “os publicanos e pecadores aproximavam-se dele para o escutar. Os fariseus, porém, e os escribas criticavam Jesus: ‘Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles’.” Aqui está: Jesus era um fio de esperança para aqueles considerados perdidos, metidos no pecado, sem jeito nem solução… Os publicanos, as prostitutas, os ignorantes, os pequenos e desprezados, gente sem preparo e sem cultura teológica… estavam aproximando-se de Jesus para escutá-lo; viam nele a ternura e a misericórdia de Deus. Os escribas e fariseus – homens praticantes e doutores da Lei – criticavam Jesus por isso. Ele se misturava com os impuros, ele acolhia a gentalha e os pecadores. Pois bem, foi para esses doutores que Jesus contou as parábolas, para mostrar-lhes que o coração do Pai é ternura, é amor, é vida, é amplo como uma casa grande…

O Pai se alegra, porque Jesus, o Bom Pastor, era capaz de deixar noventa e nove ovelhas para ir atrás daquela que se perdera totalmente, até encontrá-la! O convite que Jesus estava fazendo aos escribas e fariseus era claro: “Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!” Alegrai-vos, porque o coração do Pai está feliz: ele não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e tenha a vida! Do mesmo modo, na parábola da dracma perdida: Deus é como aquela mulher que acende a lâmpada e varre cuidadosamente a casa até encontrar sua moedinha. E não descansa até encontrá-la. Quando a encontra, como Deus, quando encontra o pecador, ela exclama: “Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que havia perdido!” O Deus que Jesus nos revela, o Deus a quem ele chamava de Pai é assim: bom, compassivo, misericordioso, preocupado conosco e com cada um de nós. Ele somente é glorificado quando estamos de pé, quando estamos bem, quando somos felizes. Mas, não há felicidade verdadeira para nós, a não ser juntinho dele, que é o Pai de Jesus e nosso Pai. É isso que Jesus inculca com a terceira parábola, a mais bela de todos: o Pai e os dois filhos.

“Um homem tinha dois filhos”. Este homem é o Pai do céu. “O filho mais novo disse ao pai: ‘Dá-me a parte da herança que me cabe’”. Esse moço quer ser feliz, deseja ser livre… e imagina que somente vai sê-lo longe do olhar do pai. Assim, sem juízo, como que mata o pai, pedindo-lhe logo a herança. “e partiu para um lugar distante”. Quanto mais longe do pai, melhor, mais livre. E aí dissipa tudo, numa terra pagã, longe do pai, longe de Deus. E termina na miséria, tendo esbanjado a vida, a felicidade, o futuro, o amor e o sexo… Vai pedir trabalho e dão-lhe o mais vergonhoso para um judeu: cuidar de porcos, animais impuros. E ele queria comer a lavagem dos porcos e não lha davam! Em que deu o sonho de autonomia, de liberdade, de felicidade longe do pai! Tudo não passara de ilusão! Mas, apesar de louco, o jovem era sincero: caiu em si, reconheceu que pecou. Não colocou a culpa no pai, nos outros, no mundo, no destino. Reconheceu-se culpado e recordou e confiou no amor do pai: “Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti!” E volta! O jovem era corajoso, generoso, era sincero! O que ele não sabia é o pai nunca o esquecera; esperava-o todos os dias, olhando ao longo do caminho. De longe o avistou e o reconheceu, apesar da miséria e da fome e das roupas maltrapilhas. E, cheio de compaixão – como o coração do Pai de Jesus – correu ao encontro do filho, cobriu-o de beijos e de vida, e restituiu-lhe a dignidade de filho. E deu uma festa! O Pai é assim: não quer ninguém fora de sua casa, de seu coração, da festa do seu amor, do banquete de sua eucaristia! Mas, havia ainda o filho mais velho. Este, como os escribas e os fariseus, jamais havia desobedecido ao pai; cumprira todos os seus preceitos. Por isso, ficou com raiva e não quis entrar na festa do pai: “O pai, saindo, insistia com ele…” Notem que o mesmo pai que saíra ao encontro do mais novo, saiu agora ao encontro do mais velho, que estava perdido no seu egoísmo, na sua raiva, fora da festa e do aconchego do pai! E o mais velho passou-lhe na cara: “Eu trabalho para ti há tantos anos… e tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos…” O pai respondeu: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu…” É que aquele filho nunca amara o pai de verdade: cumpria tudo, de tudo fazia conta… e, um dia, iria pedir o pagamento, a recompensa por tudo… Por isso nunca se sentiu íntimo do pai, por isso não sentia que tudo quanto era do pai era dele também! Pode-se estar junto do pai e nunca o conhecê-lo de verdade! Não era esta a situação daqueles escribas e fariseus? Interessante que Jesus não diz se o filho entrou na festa do pai e na alegria do irmão ou se, ao contrário, ficou fora, onde somente há choro e ranger de dentes.

Pois bem, o Senhor nos convida hoje a acolher em Jesus a misericórdia incansável de Deus para conosco, um Deus que não sossega até nos encontrar… Mas, nos convida também a ser misericordioso para com os outros. É triste quando experimentamos que somos pecadores, experimentamos a bondade acolhedora de Deus para com nossos pecados e, depois, somos duros, insensíveis e exigentes em relação aos irmãos. Que o Senhor nos dê um coração como o coração de Cristo, imagem do coração do Pai, capaz de acolher o perdão e a misericórdia de Deus e transbordar esse perdão e essa misericórdia para com os outros.

O Inverno


A Estação de hoje é o inverno, do latim: hibernu, tempus hibernus, tempo hibernal. Associado ao ciclo biológico de alguns animais ao entrar em hibernação e se recolherem durante o período de frio intenso. Estação que sucede o Outono e antecede a Primavera. A estação mais fria do ano.

Na estação da nossa vida o inverno é o mais difícil, pois muitas vezes fazemos como os animais, hibernamos, quando falamos da hibernação dizemos que a respiração quase cessa, o número de batimentos cardíacos diminui, o metabolismo, ou seja, todo o conjunto de processos bioquímicos que ocorrem no organismo, restringe-se ao mínimo. É isso que fazemos quando olhamos para o mundo e o vemos cinza, sem cor, sem brilho, procuramos um raio de luz e não encontramos. Procuramos Deus na nossa oração e não o sentimos, rezamos, vamos à missa, ficamos entre amigos e continuamos frios.

Quando tudo ao nosso redor não tem mais emoção o que fazemos? Nos recolhemos em nosso casulo e nos fechamos para as pessoas, para nós e principalmente para Deus. Pois a primeira coisa que pensamos é que Deus nos abandonou, Ele não esta mais comigo. Aqui começamos a fingir que vivemos e nos tornamos completos animais hibernando.

O inverno é uma estação fria, mas se olharmos tem sua beleza. No inverno o tempo prepara a terra, as arvores para a primavera, regando e dando a elas resistência para uma nova folhagem. Assim também é conosco, no nosso inverno espiritual Deus prepara nosso coração para um novo, vem nos ensinar a ter resistência, a permanecer firme. Ele nunca nos deixa só, mesmo que não o sintamos, nem encontremos alegria, mesmo assim Ele esta lá, não nos deixa. Ai, você pode pensar, mas como se nem um raio de luz eu vejo. Lembra daquele dia chuvoso, carregado de nuvens que só a vemos e mais nada, nem um raio de sol, mas temos certeza que por além das nuvens esta lá o sol, lindo e brilhando como sempre. Assim também acontece conosco, Deus esta alem do escuro e a frieza que o mundo nos revela.

Então, irmãos tenhamos coragem para passar o nosso inverno. Que Deus nos dê a graça de termos força para passar por mais essa estação e termos a graça de vivermos a póxima.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Estações da Nossa Vida


Como todos sabem que o ano tem quatro estações: Primavera, verão, outono e inverno. E as estações do ano acontecem com a inclinação da terra em relação ao sol, a nossa espiritualidade também muda de acordo com nossa inclinação para as coisas de Deus.

Temos altos e baixos na nossa vida espiritual, tempos de esperança, frieza, alegria e ardor. Podemos dividir também em quatro estações: Outono, inverno, primavera e verão.

O Outono, uma linda estação onde as folhas e frutas, já estão bem maduras e começam a cair no chão. Os jardins e parques ficam cobertos de folhas de todos os tamanhos e cores. Levando para nossa espiritualidade o outono é tempo de colheita, tempo de armazenar os frutos da presença de Deus na nossa vida. Um tempo que estamos em unidade com Deus e sentimos plenamente sua presença

Olhamos ao nosso redor e vemos um tempo meio estranho às coisas fora do lugar, mas podemos ver os frutos. Os frutos de nossa oração, sentimentos maduros e concretos cheios de Deus. Mesmo que as coisas pareçam ressecas, sem demonstrar muita vida temos plena certeza que Deus esta conosco, pois temos os frutos. Devemos aproveitar dessa bela estação onde a nossa esperança esta forte e madura o suficiente para crê na presença de Deus. E nela possamos fazer nossa reserva para tempos difíceis. Contudo devemos nos preencher da palavra de Deus, da oração, do amor para passarmos por mais uma estação.

Amanhã falaremos de outra estação

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O mês de setembro, o mês da Palavra de Deus.


O mês de setembro tornou o mês referência para o estudo e contemplação da Palavra de Deus, tornando-se em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia. Porém, desde o Concilio Vaticano II, convocado em dezembro de 1961, pelo papa João XXIII, a Bíblia ocupou espaço privilegiado na família, nos círculos bíblicos, na catequese, nos grupos de reflexão, nas comunidades eclesiais. Esse ano de 2010, será o 39° ano que a Igreja celebra o Mês da Bíblia.

“A Sagrada Escritura dá suporte e vigor à vida da Igreja. É para seus filhos firmeza da fé, alimento e fonte de vida espiritual. É a alma da teologia e da pregação pastoral. A Igreja exorta por isso à freqüente leitura da Sagrada Escritura, porque ‘a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo’ (São Jerônimo)” (Compêndio do CIC n.24)

As palavras de São Jerônimo nos deixa claro a importância da palavra de Deus na vida do cristão, é de suma importância a leitura diária da palavra de Deus, pois com ela nos encontrarmos cada dia mais com Deus. “A bíblia é a palavra de Deus semeada no meio do povo”. Que vem nos ensinar a viver uma vida santa, pura, casta, com mais fé, esperança e principalmente a conhecemos mais o nosso senhor e nos tornamos mais parecidos com Ele.

Que possamos nos aprofundar de uma maneira especial da palavra de Deus, buscando beber da fonte de graça que é a sagrada escritura. O meu desejo é que esse hábito não seja só nesse mês, mas que seja estendido para todos os meses.

Bebamos dessa fonte.

Deus abençoe a todos

Pe. Josenilson